Assim, também o uso do termo para definir a pessoa idosa, continua suscitando discussões contundentes, até mesmo para aqueles que estão dentro das universidades e têm longa trajetória sobre o assunto. Num encontro em que participei recentemente, ouvi de um palestrante a seguinte definição: “Fase adulta tardia”. Quando questionado sobre o que significava o termo utilizado respondeu: “ainda não encontrei um termo que melhor defina a velhice”.
A mim parece claro o fato de que não importa com quais definições os intitulamos, eles continuam a ser os mesmos “velhos” que, para uma maioria da sociedade, já têm pouca ou nenhuma utilidade. Por que então se preocupar com as definições? À modificação do termo, não precede a mudança de paradigmas a respeito de como nós vemos os idosos e, mais importante, como eles próprios se vêem?
Uma mudança de paradigmas requer, entre outras coisas, compreender verdadeiramente o “outro”, o idoso. E para isso, é necessário que façamos um esforço real como ouvintes, a fim de sair de nós mesmos, nos livrar de nossas preocupações pessoais e doar nossa presença, nosso tempo àquelas pessoas que depois de ter vivido por longos anos têm o direito de continuar existindo ativamente.
É necessário que a sociedade se abra à riqueza e à heterogeneidade das diferentes fases vida. É urgente ver a pessoa sob a ótica da dignidade humana. E, para isso, não basta criticar, é preciso agir, criar possibilidades e oportunidades de aprender com aqueles que possuem a sabedoria de uma vida!

